Círculo em Lisboa · todas as quintas-feiras

De pé sobre pregos: uma prática de aceitação

Uma ferramenta indiana para quem constrói a sua vida e não quer contrair-se sob a pressão.

Uma hora e meia, uma vez por semana. Contribuição: 45 €.

Participantes do círculo de pé sobre tábuas de pregos, com o guia a apoiar uma participante pelos braços
QuandoTodas as quintas, 19:00–20:30
OndeEstefânia, Lisboa
FormatoCírculo com guia
Contribuição45 € por sessão
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Aceitação de quê?

A tensão começa onde discutimos com aquilo que já é. Reconhece algo da sua vida?

Uma decisão tomada sem si

Perdeu o emprego, recebeu um não, a relação acabou. Já aconteceu, e continua a discutir com isso.

Uma pessoa que não muda

Um companheiro, um pai ou uma mãe, um chefe. Há anos que espera que se torne outra pessoa.

O seu próprio erro

Fez a escolha errada e ainda hoje se castiga por isso.

Aquilo que não escolheu

A idade, o corpo, o cansaço, o feitio. Tem de viver com isso, e apetece-lhe refazer tudo.

Mudanças fora do plano

Uma mudança de casa, um país novo, dinheiro, trabalho. Nada corre como tinha imaginado.

O ritmo dos outros

Os outros à sua volta fazem mais, e a sua vida está em pausa. E zanga-se consigo por isso.

Na tábua, isto vê-se num minuto. Os pregos estão lá, e discutir com eles é inútil. Enquanto resiste, dói. Quando deixa de resistir, alivia.

Leva esta capacidade para tudo o que está na lista acima. Aceitar é deixar de gastar forças na discussão e pô-las na ação.

02

O que é

A tábua sadhu é uma tábua de madeira com centenas de pregos. Sobe para ela com os pés descalços e fica de pé alguns minutos. Ao seu lado estão o guia e um círculo de pessoas a fazer o mesmo.

A prática vem da ascese dos sadhus da Índia. Hoje é usada como ferramenta: num minuto sobre a tábua vê-se como lida com a pressão.

É seguro?

Os pregos não perfuram a pele: o seu peso distribui-se por centenas de pontas. A sensação é forte, sobretudo no primeiro minuto. Pode descer da tábua a qualquer momento.

Duas tábuas sadhu de madeira com pregos
03

O que recebe

A prática trabalha em quatro níveis. De cada um leva uma técnica que pode usar logo no dia seguinte.

Corpo

Calor nos pés e mais energia depois. Descobre onde exatamente se contrai: maxilar, ombros, barriga.

Onde vai usar

Ao computador, repara que tem o maxilar cerrado e os ombros junto às orelhas. Solta-os numa expiração.

Na linguagem da prática

O calor da prática, tapas

Mente

A capacidade de fazer uma pausa: a mente manda descer, e fica e respira.

Onde vai usar

Chega uma mensagem ríspida de um cliente ou do chefe. Não responde a quente: expira, faz uma pausa, e só depois responde.

Na linguagem da prática

A posição de observador

Emoções

Uma saída para o que se acumulou: voz, riso, lágrimas. Muitos dizem que é como tirar um peso dos ombros.

Onde vai usar

Depois de um dia difícil, não descarrega em casa sobre quem lhe é próximo: o que se acumulou já saiu na tábua.

Na linguagem da prática

Largar

Intenção

Clareza sobre a única questão que trouxe. Na tábua vê-se depressa o que importa e o que é ruído.

Onde vai usar

Marca finalmente a consulta, pede o aumento ou fecha o assunto que arrastava há seis meses.

Na linguagem da prática

Sankalpa, a força da intenção

Se já medita: aqui o silêncio da mente chega em minutos, e a prática sentada fica mais profunda depois.

Reservar lugar
04

Chega com a intenção de mudar alguma coisa. Sai com a força para o fazer.

Do que os participantes mais falam é dos dois primeiros dias depois do círculo. Três histórias que se repetem.

Antes do círculo

Não conseguia decidir-se a ter uma conversa difícil.


Depois

Nas primeiras 24 horas, liga ou escreve a essa pessoa.

Antes do círculo

Guardava uma mágoa antiga.


Depois

A mágoa solta-se, e pensa na pessoa com mais calma.

Antes do círculo

Uma tarefa parecia impossível.


Depois

Surgem ideias e o impulso para começar.

É a experiência dos participantes, não uma garantia: cada pessoa tem a sua questão e o seu tempo.

«Uma hora e meia por semana. Liberta o que não precisa e ganha vantagem sobre quem era antes. É como uma armadura. E um belo empurrão: vai conseguir resolver muita coisa.»
Dimitri Subbotin, guia do círculo
05

Para quem é este círculo

Não precisa de experiência de ioga ou meditação. Basta reconhecer-se numa das linhas.

  • Faz muita coisa e, ao fim do dia, tem o corpo contraído e a cabeça cheia de ruído.
  • A vida está a mudar, e agarra-se ao controlo com mais força do que gostaria.
  • Já experimentou ioga, meditação ou respiração e quer uma ferramenta que se sente desde o primeiro minuto.
  • Precisa de um lugar e de pessoas a quem possa voltar todas as semanas.

O círculo não é para si se procura o tratamento de uma doença ou um resultado garantido. A lista de contraindicações está na secção de perguntas.

06

Homens e mulheres vivem a prática de forma diferente

Observação do guia ao longo de anos de círculos.

Para os homens é um desafio

O hábito de controlar tudo segura com força, e relaxar não acontece logo. Mas o momento em que o controlo cede fica na memória por muito tempo.

Com as mulheres é mais suave

As mulheres costumam largar mais depressa. O relaxamento chega mais cedo, e sobra mais tempo para ficar no silêncio.

A prática dá por igual. Uns e outras saem com outra relação com as suas dúvidas.

É uma observação, não uma regra: no círculo também acontece o contrário.

Não é preciso tornar-se super-humano. Ser humano já é extraordinário.
Parafraseando Sadhguru
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Como decorre o círculo

Uma hora e meia, três passos. Não precisa de saber fazer nada de antemão.

  1. Apresentação

    O guia explica como a tábua atua no corpo e na mente. Os participantes conhecem-se, e cada um diz a intenção com que veio.

  2. Prática

    Subimos para as tábuas ao som de música. O primeiro minuto é o mais intenso, depois o corpo habitua-se. O guia está por perto, e pode descer a qualquer momento.

  3. Partilha

    Sentamo-nos em círculo e partilhamos o que aconteceu: sensações, emoções, pensamentos.

O guia explica a prática ao grupo
Pés descalços dos participantes sobre tábuas de pregos
O guia com tábuas sadhu nas mãos
08

Quem guia

Dimitri Subbotin

Guia da prática de pé sobre pregos

«Trabalhei muitos anos em vendas e chegava ao fim do dia esgotado. Em 2020, no Nepal, ouvi falar de ficar de pé sobre pregos como forma de descarregar a mente. Mais tarde entrei na aula de Paak Dzhivan, em Moscovo, e fiquei uma hora em cima da tábua. Depois dessa hora, a minha vida deu uma volta de 180 graus.»

Hoje o Dimitri fica de pé sobre pregos várias vezes por semana e guia círculos em Lisboa.

  • Diploma da escola de terapia com pregos SadhuRaWays, Moscovo
  • Cinco anos de prática em Lisboa
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Perguntas e factos

Antes do primeiro círculo

Dói?

Sim, a sensação é forte, sobretudo no primeiro minuto. Depois o corpo habitua-se e torna-se possível relaxar. É nisso que consiste a prática.

Os pregos podem ferir?

Não. O peso distribui-se por centenas de pregos e a pele fica intacta. Ficam marcas nos pés, que desaparecem depressa.

Quanto tempo tenho de ficar?

O tempo que escolher. Quem começa fica um ou dois minutos. Não é uma competição, e pode descer a qualquer momento.

Preciso de experiência?

Não. O círculo serve tanto para quem sobe aos pregos pela primeira vez como para quem já pratica.

Quem não deve fazer?

Pessoas com doenças cardíacas, epilepsia, alergias agudas, inflamações ou feridas nos pés, grávidas e quem esteja sob o efeito de álcool ou drogas. Em caso de dúvida, fale com o seu médico.

Factos interessantes

Porque é que o primeiro minuto é o mais difícil?

Num estudo de 2011, 32 pessoas deitaram-se num tapete de pontas de plástico. A dor atingiu o pico nos primeiros 30 segundos, depois diminuiu, e o relaxamento aumentou. Na tábua, os participantes descrevem o mesmo.

Porque é que a sensação muda de cada vez?

Quem pratica compara a tábua a um termómetro. Mostra quanta tensão trouxe consigo hoje: num dia calmo é mais fácil, num dia difícil custa mais.

Porque é que ficar de pé custa mais do que deitado?

Deitado, o peso reparte-se por milhares de pontos. De pé, todo o peso fica nos pés. Por isso, de pé é mais curto e mais intenso.

De onde vem a prática?

Dos sadhus da Índia, ascetas que escolhem uma prática e a seguem durante anos. O círculo repete isso de forma condensada: alguns minutos na tábua com uma intenção clara.

Quanto tempo se consegue ficar?

O recorde do Guinness é de 13 horas, 13 minutos e 13 segundos, no Dubai, em 2024. Não precisa de tanto: no círculo bastam alguns minutos.

O que é que a tábua ensina primeiro?

A entender-se com a própria mente. Ela grita «perigo» quando não há perigo. Quando explica isso ao corpo, a sensação muda, e essa experiência fica consigo.

Reserve o seu lugar

Venha com a intenção de mudar alguma coisa na sua vida. Uma hora e meia, uma vez por semana.

Quando
Todas as quintas, 19:00–20:30
Onde
Estefânia, Lisboa
Contribuição
45 € por sessão
Instagram
@firstsadhu

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